Decidi Caminhar

DecidiCaminhar_05022014

É estranho caminhar, sentir a “não-necessidade” das rodas, ou sentir a necessidade de sentir necessidade das mesmas, como cada um preferir.
O sol esquenta meus cabelos, tórax e ombros e só ao sentir-me queimar, lembro que esqueci o protetor solar.
O suor escorrendo por minhas têmporas e pescoço e costas faz-me desejar violentamente o banho mais gelado que a água tem a me oferecer.
Pessoas me olham com aflição sem entender o motivo de papel e caneta nas mãos, mochila nas costas e respiração ofegante (“Estou indo trabalhar!” – Penso). Que necessidade teria eu de aventurar-me desta forma senão para testar mais um dos meus limites?
A escrita diminui meu passo e me tira atenção de perigos evidentes.
Sombra! Preciso parar. 1 minuto é suficiente, tenho horário. Odeio horários porque sou movida por eles e detesto depender de alguma coisa, seja o que for.
A vontade de esticar o braço e pedir carona é inevitável, mas não vou desistir no meio do caminho, é claro que não, meu corpo vai aguentar.
Estou sem escrever há algum tempo, passei pela igreja que era meu ponto de referência para “estou perto de onde devo chegar”. Era! Até vir a pé.
Finalmente um pouco de vento, mas é por água que meu corpo está sedento. Vejo meu destino! Tento sorrir, mas isto também seria um esforço, então desisto.
O sol está quase à pino, enfim cheguei, preciso de água, preciso de sombra e preciso de um ponto.

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