Our dream will become true..

FREEDOM

Vem comigo pro infinito, subir nas asas de um carro veloz e voar!

Vamos juntas gritando na chuva, libertar-mo-nos desta prisão, esquecer os deveres, só tu e eu, pegar algumas peças de roupas e partir. Depois pensamos no futuro, estou cansada de viver nessa pressão! Tudo é tão comum e monótono para nós, gananciosas, queremos muito mais, queremos liberdade! Liberdade!

FREEEEEDOOOOMMM!

Olha dentro dos meus olhos, vê o fogo queimar à todos que tentam me algemar? Vê meu sorriso malicioso querendo arrancá-la desde mundo agora mesmo?

Vejo luzes.. corra! Eles podem nos perseguir, mas jamais nos alcançarão, eles podem nos prender, nós fugiremos! Voltaremos quando a vontade mandar, porque somos donas de nós mesmas, porque somos quem queremos ser.

Agora chega de falar, de escrever, chega de apenas sonhar… ACTION!

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Decidi Caminhar

DecidiCaminhar_05022014

É estranho caminhar, sentir a “não-necessidade” das rodas, ou sentir a necessidade de sentir necessidade das mesmas, como cada um preferir.
O sol esquenta meus cabelos, tórax e ombros e só ao sentir-me queimar, lembro que esqueci o protetor solar.
O suor escorrendo por minhas têmporas e pescoço e costas faz-me desejar violentamente o banho mais gelado que a água tem a me oferecer.
Pessoas me olham com aflição sem entender o motivo de papel e caneta nas mãos, mochila nas costas e respiração ofegante (“Estou indo trabalhar!” – Penso). Que necessidade teria eu de aventurar-me desta forma senão para testar mais um dos meus limites?
A escrita diminui meu passo e me tira atenção de perigos evidentes.
Sombra! Preciso parar. 1 minuto é suficiente, tenho horário. Odeio horários porque sou movida por eles e detesto depender de alguma coisa, seja o que for.
A vontade de esticar o braço e pedir carona é inevitável, mas não vou desistir no meio do caminho, é claro que não, meu corpo vai aguentar.
Estou sem escrever há algum tempo, passei pela igreja que era meu ponto de referência para “estou perto de onde devo chegar”. Era! Até vir a pé.
Finalmente um pouco de vento, mas é por água que meu corpo está sedento. Vejo meu destino! Tento sorrir, mas isto também seria um esforço, então desisto.
O sol está quase à pino, enfim cheguei, preciso de água, preciso de sombra e preciso de um ponto.

Leve no Barco

theboat

 

Sobe nesse barco e vamos navegar, vamos assistir aos pássaros e arrastar as mãos na superfície da água calma e gelada, deitar ao sol e repirar fundo o aroma da brisa, cansar de rir dos peixes passando entre nossos pés, vamos esperar que o sol se ponha e tentar ouvir o barulho que faz ao encostar no horizonte. Leva contigo teus medos e aflições, iremos despejá-los nas águas e absorver apenas a paz que ela nos trás.

Sobe nesse barco e vamos em direção ao infinito, deixa que o tempo navega por nós.

Libertad!

looking_by_the_window_22072013

Ah! Eu quero sair, quero o sol que está tapado pela cortina, quero o dia que estou perdendo, a vida que perco todo tempo. Chega de falatório, o café já não me adianta mais, a voz desconhecida falando alto ao público e menos da metade presta atenção, não sei se pelo horário ou a comum paixão (ou vício) pela tecnologia. Eu presto atenção no sol.
A sala é fria e escura e slides são sinônimos de monotonia. Tédio coletivo.
Meus cabelos brilham mais e meu rosto está quente, o assento confortável me agonia, tão bom que  transformo-o em cama e durmo em estado de alerta. A voz está longe agora e minha orelha esfria na parede branca até o silêncio momentâneo me despertar, estava quase me aprofundando em meus sonhos.
Abro outro canto da cortina, não há quase ninguém na rua, estamos todos presos, sufocados pela luz artificial.
Cochichos! Se fosse eu apontando slides, não me importaria que dormissem, mas os cochichos…
Gostaria de levantar agora, espreguiçar-me e talvez comer um pedaço de morango, mesmo que fora de estação.
Um pé balança, uma mão segura um copo de café, unhas são roídas, uma garrafa d’água é aberta, uma barba é coçada, os cochichos continuam.
Me gusta la libertad! A voz desconhecida já tornou-se amigável e isso me assuta, se não posso sair, tenho que me contentar com o assento confortável?
Na verdade posso ir embora, mas respeito, o sol sairá amanhã e amanhã é sábado! E olho os slides, o assunto é interessante, quero conhecê-lo e presto atenção, mas a vontade de estar lá fora.. ah, essa vontade  é maior que tudo.

NOSSA VEZ!!

desordem&protesto

Sempre disse que queria ter nascido na época dos meus pais ou dos meus avós até.. época onde as pessoas lutavam
por seus direitos, época em que a sociedade ao menos tentava dar um BASTA ao abuso governamental, à ditadura, ao
absurdo com que o povo brasileiro foi e é até hoje tratado.
Sempre tive vontade de sair às ruas, pintar o rosto, os braços, carregar cartazes, bandeiras, me erguer frente à
todos, CAMINHANDO E CANTANDO, como disse Geraldo Vandré, VAI CONTRA! LUTA! EXIGE TEU DIREITO! Quero gritar!
Estou orgulhosa de finalmente ter chego minha vez, minha geração saindo de casa, lutando para conquistar o que já
é nosso, exigindo respeito e ação, nada como estufar o peito e dizer “EU FAÇO PARTE DESSE PROTESTO”, pois EU faço
parte e bato palma àqueles que junto comigo protestam.
Foi ontem, será HOJE e amanhã também, vamos lutar e mostrar que o Brasil é mais que o país do futebol, é um país
que quer CRESCER!

O Tal do Giz

O_Tal_do_Giz_post_22052013

 

Me dá um giz de cera e me deixa rabiscar nessa tua vida!
Contamos uma por uma as vezes que alegramos nossos dias com pequenos gestos.
Me deixa desenhar um coração no teu peito e mais dez pelo teu trajeto.
Risquei no muro que tem nos separado: nossos nomes registrados lado a lado,
prontos para ser deixados ou rasgados, tanto faz se o muro for derrubado.
Não guarde pedaços de pedra, guarde nossa união.
Substituí o “pare” por um “care” na placa da esquina e um pequeno Girassol na parada foi deixado.
O giz transforma a cidade cinza, não é vandalismo, só uma eficiente forma de demonstrar que não estás só.
Existe alguém pronto para colorir teu dia, mesmo que a chuva lave cada risco, sempre haverá um abrigo onde a felicidade está protegida.

Insólito

E se o mundo parasse? E se a Terra morresse? E se a vida acabasse?
Se as flores pararem de respirar? Se as crianças não precisarem mais do leite
materno? Se a Lua não for mais o ponto de encontro dos românticos?
Se o cão não for mais meu melhor amigo? E da água não puder mais beber? Se as
luzes da cidade se apagarem.. como irei me guiar?
Para que relógio? Para que celular? Televisão, computador.. não são
necessários, contudo, e se o galo parar de cantar? E o ser humano perder a fala
e as máquinas forem destruídas?
Acordo na cama, no sofá da sala, no tapete do banheiro.. coloco os pés no chão
e o frio é de arrepiar. E se perder a sensibilidade?
Se eu arrumar minha bagunça? E a tua? E esquecer da minha? Meu mundo é
bagunçado, meus pensamentos, e este texto que não vou arrumar.
Vou me aquecer. E se o fogo não queimar? Vamos conzinhar! Fritar ovos, bacon,
peixe, cozinhar batatas, congelar o suco, bater as frutas no liquidificador. E
se a energia se esvair?
Quantos de nós escondemos problemas? Quantos enfrentam os mesmos? Quantos
deixaram de acreditar em Deus?
Trabalho, trabalho, trabalho, dinheiro!
E se a chuva deixar de ser pura? E o verde tornar-se marrom? Canto alegremente,
mas e se a música calar? Meus ouvidos.. de que servirão? E as notas? E as ondas
sonoras?
Não roubo ideias, roubo conhecimento, leio até que me canse as vistas, filtro o
máximo da cultura, ponto pra mim! E se o preconceito tivesse fim?
E se a roda não girar e a escola for mais divertida? E se o câncer tiver cura?
Caminho na areia molhada e me sinto flutuar. E se descobrir que posso voar?
Quero festejar, mas acabaram-se meus motivos! E os teus? E se “festa” perder o
sentido? E se todos tivessem todos sentidos? Visão, audição, olfato, tato, …
E se problemas não me impedissem de seguir adiante?
Estou aqui! Podes me ver? Podes me ouvir? Tocar? Conversar? Podes sentir meu
coração desesperado?
E se a vida acabar e eu partir? Sentirás falta das minhas palavras?
Me despeço com a marca do sorriso meu.