Don’t think, feel it!

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It doesn’t matter how hard you try, probably, is not gonna work.

It doesn’t matter if all you can see now it’s colorful, the sky is getting dark and I have to tell you, even if you wasn’t feeling like hugging her the last time, you’ll gonna miss that moment.

She’s right there in front of you, your fingers can touch her, but not your words, you just can’t mess with her thoughts. Did you notice that everytime that you have an answer to her not-questioned doubts, she runs and changes her mind? She’s gone again.

How many times did you almost tell her how important she is, but the fear shuts you? Maybe she reads in your eyes, but the doubt stills there, so, what you’re gonna do?

It doesn’t matter if it wasn’t planned, the fact is: it’s real and the time is not waiting for you anymore.

Don’t think, feel it! Don’t think, feel!

Go ahead and tell her that it doesn’t matter where your thoughts are or how is gonna be in the future, today, she’s everything you want.

PS: Dear readers, please tell me about grammatical mistakes.

E Era um Lindo Sorriso

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Tive um sonho, céu apagado e luzes acesas. O frio não alcançava tal altura, o chão estava a vários pés.
Ao tocar teu corpo, senti o suspiro nervoso, a vontade de me olhar nos olhos e o medo de fazê-lo.
“Vire-se” – Pensei. – E naquele momento tive vontade de chorar.
Teu sorriso iluminando meu olhar, o frio finalmente surgindo através do meu estômago. Meu pensamento voava como voa livre na noite uma coruja.
Consciente e inconsciente misturando-se, tornando real a fantasia. Um ou dois cigarros não seriam suficientes para me fazer resistir, meu corpo queria o teu, o desejo forte impedindo que o ignorasse.
Concentrei-me em tornar constante teu sorriso, e era um liiindo sorriso.
Teu corpo arrepiando-se a cada toque meu, naquele momento tua boca era real, tanto quanto teu cheiro e gritos mudos.
E quando o sol começava a tocar nossos corpos nus, senti-me voltando a realidade, sozinha em minha cama, quis voltar a sonhar e não pude, entretanto, cada vez que fecho os olhos, torno a te encontrar.

Deixa Pra Lá… (Vamos embora)

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Para e deixa pra lá…
Os meus erros que te frustraram, tuas atitudes que me magoaram, tantas brigas e desentendimentos, deixa pra lá..
Esquece esse pedaço inútil de sentimentos misturados, de angústia e pesar, esquece e me dá um beijo daqueles que só a gente sabe como é.
Vamos deixar escondidas as tristezas da nossa vida, deixar que o tempo as encaixe naquele baú que jamais vamos abrir novamente.
Me abraça e escuta minha respiração alterada quando tu estás comigo, minha preocupação infinita de te fazer feliz, olha o sorriso involuntário que surge no teu rosto.
Deixa pra lá essa história de me deixar, não precisamos fingir que não vamos sofrer, presta atenção no que somos e quem queremos ser. Nos queremos, então, deixa..
Tira da cabeça o que te entristece e vem ser feliz comigo, é comigo que tu queres estar e é nossa agora a vida que vivemos, faremos o que quiseres! Se queres fugir, pega tuas malas e vamos embora, não me importo, desde que estejas ao meu lado. Olha nos meus olhos, me perdoa se te fiz chorar, tu és tudo que quero, então, só deixar pra lá…

O Tapete

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Buscava entender as palavras do autor, procurava nas entrelinhas o significado daquelas frases dispersas, tentava conter o sorriso ao lembrar.
Voltou à sala onde suas pernas tremiam de prazer enquanto as mãos ganhavam vida própria…
O autor tomado de energia libertina, cantarolava poesias e tornava mais complicado seu entendimento.
Ela pousava sobre seu peito movimentando-se, tornando incapaz que se mexesse, deixando imóvel, ali, em êxtase.
Cada ponto parecia mais demorado que o outro, o parágrafo se estendia como um destino de viagem que não chega nunca.
Ouvia a respiração ofegante, cabelos caindo sobre os olhos que penetravam tão profundamente.
Fechou o livro. A amava. Deixou o autor descansar.
Desejava profundamente seu corpo a todo momento. A capa não lhe dizia muita coisa..
Observou o além suspirando.
Voltou a encarar o autor, mas seus pensamentos continuavam no tapete da sala.

Correndo a Favor do Tempo

Relógio

Corro o tempo todo, alucinada com deveres e elaborando irritantes estratégias, vivendo na pressão que  faço a mim mesma, torturando-me com regras inexistentes.

O que há de ser feito senão acalmar minha alma e pedir inconscientemente que meus pensamentos descansem? Entretanto, se dormir, o tempo será perdido, as tarefas agendadas adiadas, o caos, a confusão ao perder o controle.

Mantenho nos trilhos a vida à minha maneira, com agenda debaixo do braço e o celular no bolso. Meço palavras e conto os degraus da escada, acordo a tempo de organizar as ideias antes do dia começar.

Essa pressão cotidiana regada a energético e café ainda pode me fazer mal e descarrego então a energia sobre a bicicleta, mas o relógio está no pulso. E o relógio apressa o pedalar.

Aula, trabalho, trabalhos de aula e apresendizado profissional. Família, amigos, namoro, colegas, prioridades, tópicos, listas, … Tornei-me mais um fantasma da minha geração à procura de estabilidade e internamente instável.

Precisava livrar-me das algemas!

Dediquei-me à escrever, esqueci tantas regras, abandonei as preocupações e me encontrei observando a roda de capoeira, o beija-flor batendo velozmente as asas e o mundo que existe ao meu redor.

Opção

Por muito tempo amei sem saber amar, até sem motivos encontrar o caos que me faltava. Se as paixões que vivi foram intensas, imagine um amor tão intenso que com um tropeço foi capaz de me derrubar . E dar continuidade modificando todos os planos torna-me insensível, a falta que faz olhar-te todas as manhãs, as tardes inacabáveis, as noites inesquecíveis.. momentos marcantes tatuados em meus pensamentos, pensamentos constantes rodando como um filme. Evito fechar os olhos para que as fotografias não tornem-se cicatrizes.

Não é o coração que me falta, sinto-o tão fraco e não posso explicar este vazio, a dificuldade de respirar, a falta de apetite, a sensação de perda, a inevitável falta de esperança misturada com a maior de todas as esperas, a espera e a luta incansáveis para te ter junto à mim.

Conselhos e consolos são eficientes. Por hora. Sozinha me abalo, arrasada e arrastada para baixo pela dor da solidão. De que importa se.. já não importa mais, a exaustão também me acompanha, me faz mergulhar na escuridão. Venha me resgatar! Tornar-me perda (tornar-me pedra!), lembrança, tornar-me desespero, saudade, tornar-me passado, não! Não deixarei que isto aconteça.

Músicas machucam, o silêncio magoa, dói lutar sozinha. Estou sozinha, ninguém pode tirar-me daqui, cravo as unhas nas paredes, com ou sem forças, vou lutar, vou subir, seguir.  Mesmo com lágrimas embaçando meu olhar e com o choro travado torturando a garganta, desistir não é opção.

Violentados

E essa violência que nos torna desconfiados em um mundo paranóico?
Olhos abertos e sentidos em alerta já não adiantam, vivemos a era do abandono do sossego.
Cada vez mais presos no cárcere onde bons e maus se misturam impedindo-nos de confiar. O medo é desgastante, assim como a tentativa de proteção. Inútil e ilusória segurança.
Bastardos!
Inúteis egoístas e vagabundos. Tomam conta da cidade divididos em grupos que estupram a sociedade. Marketing e politicagem não funcionam, queremos o que faz bastar!
Como ir contra se também exercer a violência? Raiva, rancor e vontade de vingança: é isso que nos ensinam a cada atrocidade.
Rezem por nós, por nossos filhos, pelo futuro absurdo que podemos prever. Estamos prestes a viver autorizados ou não por marginais.
Já chega de esperar que o gatilho não seja puxado, protejam-se!

E depois me digam como..