O Tal do Giz

O_Tal_do_Giz_post_22052013

 

Me dá um giz de cera e me deixa rabiscar nessa tua vida!
Contamos uma por uma as vezes que alegramos nossos dias com pequenos gestos.
Me deixa desenhar um coração no teu peito e mais dez pelo teu trajeto.
Risquei no muro que tem nos separado: nossos nomes registrados lado a lado,
prontos para ser deixados ou rasgados, tanto faz se o muro for derrubado.
Não guarde pedaços de pedra, guarde nossa união.
Substituí o “pare” por um “care” na placa da esquina e um pequeno Girassol na parada foi deixado.
O giz transforma a cidade cinza, não é vandalismo, só uma eficiente forma de demonstrar que não estás só.
Existe alguém pronto para colorir teu dia, mesmo que a chuva lave cada risco, sempre haverá um abrigo onde a felicidade está protegida.

Sem Pensar

Eu quero uma vida alucinante!
Acordar e correr pra um dia ensolarado, viajar, sorrir enquanto ando e cumprimentar desconhecidos.
Eu quero uma vida com a loucura da tequila e o sono pesado do vinho, uma vida daquelas que se encara com peito estufado, com orgulho.
Quero respirar fundo o cheiro do pão da padaria de manhã bem cedo.
Andar no cordão da calçada de braços abertos para me equilibrar e me achar o máximo quando conseguir caminhar com os braços junto ao corpo. Piscar confidenciando um pensamento repentino à um amigo. Morder os lábios para segurar a gargalhada, ou melhor, não segurar a gargalhada.
Uma vida surpreendente, com seres surpreendentes e presentes surpresa. Viver como se houvesse trilha sonora e cada momento fosse marcado por uma canção diferente.
Balinhas coloridas, paredes coloridas, cabelos coloridos e olhares estupefados.
Olhares sedutores, olhares inocentes, olhares bondosos e olhares flamejantes.
Saber que a vida está tilintando doces sons e soltando faíscas de alegria. É isso que quero sentir!
Quero adrenalina, sangue fervendo, gritos espalhados pelo ar, abraços de quebrar os ossos. Tanta paz interior que me faça brilhar aos olhos dos demais ao meu redor.
Saltar do balanço em movimento, surfar, descer lombas gigantes com uma bicicleta sem freio, ouvir música alta e cantar como se estivesse em um show.
Aprender o Nadsat, saltar de pára-quedas e brincar de ‘Jack e Rose’ na proa de um navio gigantesco.
Não gosto de calmaria, se é monótono não me serve. Quero as braçadas das piscinas olímpicas e brigas com travesseiros. E talvez um pote de sorvete enorme com muita calda de menta.
Quero o desprendimento de todos os problemas, me entregar somente para coisas boas que estão por vir. E aproveitar. E curtir.
                                                     Viver sem pensar no amanhã.