Correndo a Favor do Tempo

Relógio

Corro o tempo todo, alucinada com deveres e elaborando irritantes estratégias, vivendo na pressão que  faço a mim mesma, torturando-me com regras inexistentes.

O que há de ser feito senão acalmar minha alma e pedir inconscientemente que meus pensamentos descansem? Entretanto, se dormir, o tempo será perdido, as tarefas agendadas adiadas, o caos, a confusão ao perder o controle.

Mantenho nos trilhos a vida à minha maneira, com agenda debaixo do braço e o celular no bolso. Meço palavras e conto os degraus da escada, acordo a tempo de organizar as ideias antes do dia começar.

Essa pressão cotidiana regada a energético e café ainda pode me fazer mal e descarrego então a energia sobre a bicicleta, mas o relógio está no pulso. E o relógio apressa o pedalar.

Aula, trabalho, trabalhos de aula e apresendizado profissional. Família, amigos, namoro, colegas, prioridades, tópicos, listas, … Tornei-me mais um fantasma da minha geração à procura de estabilidade e internamente instável.

Precisava livrar-me das algemas!

Dediquei-me à escrever, esqueci tantas regras, abandonei as preocupações e me encontrei observando a roda de capoeira, o beija-flor batendo velozmente as asas e o mundo que existe ao meu redor.

Um Dia Termina

Sabe aquela história de cada um no seu quadrado? Isso não existe!                                     Que tanto insistem em se meter?                                                                                              Cada passo que dou é um motivo a mais para se enxerem de razão, mas que razão é essa? Que motivos são estes? São quase inexistentes as razões que dou, as cobranças são muitas, preciso de um relógio!                                                                                                                       É, quero saber, tentar controlar quanto tempo vai deixar essa história toda.                      Um dia termina.. ou não!                                                                                                           Talvez ainda eu queira me livrar e dê um basta. Gritar não funciona, já tentei!                      E não quero machucar a garganta também.                                                                          Fechar os olhos quem sabe? Talvez quando eu os abrir tudo tenha terminado, mas acho que isso só funciona em meio a pesadelos e isso aqui, isso é vida real.                                    Na verdade, decidi ser neutra, me deixando ser guiada por minha consciência, não por meus instintos.                                                                                                                           Fiquei exausta tentando me expressar e não foi possível, meu olhar não mente, estou realmente cansada.